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Mensagem da 105º Assembléia da Convenção Carioca
Drª Maria Bernadete da Silva - Diretora Executiva do CIEM
Rio de Janeiro, 16 de Julho de 2009.

SANTIFICADOS E APERFEIÇOADOS PARA TODA BOA OBRA

II Timóteo 2.2

INTRODUÇÃO

Prezados irmãos em Cristo Jesus, estou aqui em temor e tremor diante de Deus e dos irmãos. Suplico ao Senhor nos ajude a discernir qual a sua vontade para os nossos dias, quanto ao aperfeiçoamento dos seus santos para a boa obra.

Os fatos nos fazem concluir que uma das nossas prioridades atuais é “capacitar os santos”.  Há uma proliferação sem fim de seminários, cursos, treinamentos, congressos, workshops etc., para preparar a liderança do povo de Deus. Uma consulta rápida na internet nos leva hoje a mais de 22.000 citações sobre capacitação, só no Brasil. Uma consulta em alguns documentos oficiais confirmam que centenas de oportunidades são oferecidas anualmente.

Além disso, tropeçamos, literalmente uns nos outros e estamos constantemente à procura de propostas de ofertas mirabolantes que “atraíam os clientes” para nossa “capacitação” que é sempre a mais excelente.

Portanto, se há um motivo para estarmos nesta noite refletindo sobre a preparação dos santos para o ministério, este não é, sem dúvida, se temos a liberdade de fazê-lo, pois temos. Não é se temos os melhores métodos. Estes não nos faltam. Não é se temos oportunidades. Elas se multiplicam a cada dia, como acabamos de demonstrar. MESMO ASSIM, temos ficado perplexos com a carência de liderança em nossos dias. Acredito que, se sentimos a necessidade de repensar este assunto é porque o que o temos, está comprometendo a missão.

I.  ELIAS NA CAVERNA

Foi uma situação de perplexidade como esta que deixou Elias num estado de tão extremo de abatimento que necessitou de uma intervenção direta do próprio Deus.

“... Então, veio-lhe a palavra do Senhor, dizendo: Elias, que fazes aqui?” I Reis 19.9b,13b.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

  1. Esta pergunta não foi feita a alguém num centro de convenções, nem num palácio  nem na estrada onde tantas vezes temos nos encontrado com pessoas que há muitos anos não víamos. O lugar era uma caverna no topo de um monte sagrado – o Monte Horebe.
  1. A pergunta não foi feita com uma expressão de surpresa tal como fazemos quando encontramos alguém que não esperávamos ver naquele lugar, porque quem a fez foi alguém que sabia muito bem quem estava lá  o próprio Deus.
  1. A pergunta não se dirigia ao lugar propriamente dito, mas à razão que  tinha levado o seu servo – Elias - para aquele lugar. Essa era uma chamada à reflexão.
  1. A pergunta não se dirigia a alguém perdido no caminho da vida. Ela se dirigia a alguém chamado, vocacionado, santificado e preparado para realizar a obra de Deus, que tinha consciência da sua missão.
  1. E este também não é o começo da história.  Na verdade, para Elias, este era o seu final. Ele havia sido chamado para ser o porta-voz de Deus diante de um rei comprometido com o mal e com a idolatria e de um povo mergulhado em desobediência. Ele havia feito tudo o que podia, tudo o que havia sido mandado fazer. Oitocentos e cinqüenta profetas chamados para o confronto seguiam os falsos deuses. Os profetas de Deus que haviam naquela época havia sido mortos por Acabe, e os cem que Obadias havia escondido certamente não estavam por perto, pois ele se achava sozinho. O resultado de todo o seu esforço tinha sido um fracasso total do seu ponto de vista, apesar de existirem menos 450 profetas de Baal que ele havia exterminado.

A história até aqui nós a conhecemos bem. Esta é a história de um homem separado, um santo homem de Deus – Elias que, de repente, perde a confiança de que Deus continua no controle e começa a se sentir desanimado, desamparado e desesperançado, acabado, e mergulha em profunda depressão. Ele estava no fim. Tudo em que pensava era na morte. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida.” I Reis 19.4

Nem a aparição do anjo, o comer, o dormir, o caminhar quarenta dias e quarenta noites até o monte de Deus não mudou sua condição interior. É lá que ele entra na caverna, sentindo o mesmo vazio, a escuridão, e a frieza que havia se estabelecido em seu coração. Elias continuava cavernoso.

E foi lá na caverna que Elias ouviu a voz de Deus mansa e suave,  O que você está fazendo aqui, Elias?” A pergunta foi repetida, e a resposta continuou a mesma.

Ele nem mesmo percebeu o que Deus havia acabado de lhe mostrar, que Ele não precisava aparecer com força ou barulho para afirmar seu poder.

Elias respondeu: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os israelitas rejeitaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas pela espada; e fiquei eu, somente eu, e procuram tirar minha vida.”
                                                                                      
I Reis 19.9b,10

Vejamos ver os argumentos de Elias:

1) tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos

A nação de Israel tinha entrado num estado de decadência moral e espiritual sem precedentes, afrontando o seu Deus. E o líder, Acabe , era o maior promotor desta situação. Elias havia feito tudo o que lhe fora mandado, com zelo, mas o líder e o povo não lhe tinham dado ouvidos.

2) porque os israelitas abandonaram a tua aliança,

O povo facilmente havia se esquecido da aliança que fizera de fidelidade a Deus. E por mais que Elias houvesse lutado, o povo, chamado povo de Deus, continuava escolhendo no caminho da desobediência.

3) derrubaram os teus altares,

Os locais de adoração ao Senhor haviam sido derrubados e substituídos por altares de adoração aos deuses das terras ao redor. Por onde Elias passava constatava esta triste verdade.

4) mataram os teus profetas pela espada

Os profetas que declararam fidelidade ao Senhor foram exterminados.

5) e fiquei eu, somente eu,

Um estado de desolação tomou conta de Elias.

6) procuram tirar a minha vida.

            O recado de Jezabel havia sido a gota d’água no quadro desolador que o profeta tinha diante de si.

Deus não argumentou nem gastou tempo dando explicações as questões colocadas por Elias. Ele respondeu com uma ordem, revelando o que Ele já estava determinado.

 Vai, volta por onde vieste para o deserto de Damasco. Quando chegares lá, ungirás a Hazael rei sobre a Síria.

E a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de sobre Israel.

E a Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, ungirás para ser profeta em teu lugar.” Cap. 19 v 15-16

E explicou o desenrolar dos fatos.

o que escapar da espada de Hazael, Jeú o matará; e o que escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará.”

Vai haver matança sim. Mas veja bem de quem. E tem mais....

“...deixarei sete mil em Israel: todos os joelhos que não se dobraram a Baal e toda boca que não o beijou.”

O diálogo termina aqui, bem como o tempo “cavernoso” de Elias.

Ele se levanta e segue a cumprir o que Deus tem determinado, sabendo que o  seu ministério até então, não tinha sido em vão, e certo de que Deus ainda estava no controle de todas as coisas.

II. O MINISTÉRIO DE ELIAS DEPOIS DA CAVERNA

Se na maioria das vezes, enfatizamos em nossos estudos e pregações a primeira parte da vida de Elias, é depois da caverna que ele estabelece a obra que irá continuar por muitas gerações. O juízo de Deus sobre uma liderança ímpia e um povo desobediente era uma missão difícil, mas era a obra que necessitava ser realizada naquela circunstância.

É sobre esta segunda parte da história de Elias, que gostaria que nos detivéssemos por mais alguns minutos. Vejamos o desenrolar dos acontecimentos, o cumprimento da Palavra do Senhor.

1. A VOLTA PARA O DESERTO DE DAMASCO

O que Deus mandou Elias fazer foi na realidade a reafirmação da sua fé. Ele deveria voltar para o deserto de Damasco situado a mais ou menos 640 km ao norte.

Lembremo-nos que Elias havia fugido para o sul por medo de Jezabel. Esta volta seria  uma prova de fé. Elias teria vencer seus temores e confiar em Deus.

E Elias foi. Ele era um escolhido de Deus, santificado para o serviço do Senhor e caminhou em obediência.

2.   A UNÇÃO DE ELISEU

A Bíblia diz que Elias partiu dali e logo não estava mais sozinho. Deus já havia providenciado um companheiro de lutas que seria inseparável e também um aprendiz de profeta. Elizeu o substituiria e porisso, precisava começar já o seu preparo. Dali em diante, Elias não podia dizer que estava sozinho. I Reis 19.19

Durante vários anos, Elias preparou Eliseu para dar continuidade à missão de Deus. E, conforme o texto bíblico, outros aprendizes de profetas também estiveram junto com ele.

3)A UNÇÃO DE HAZAEL

A unção do damasceno Hazael, como futuro rei da Síria, tinha a ver com o veredito de Deus para com a casa de Acabe. Hazael seria instrumento da justiça de Deus. Apesar de não termos um registro claro do momento desta unção, fica claro que era do conhecimento de Eliseu a ordem para essa unção e também o mal que Hazael iria fazer aos israelitas. Por esta razão, ele chorou quando encontrou-se com Hazael em Damasco anos depois da morte de Elias. II Reis 8.7-15.

4) O ANÚNCIO DO JULGAMENTO DE ACABE

Cerca de seis anos eram passados desde que Elias havia saído da caverna, quando é outra vez convocado por Deus para ir até Acabe pronunciar contra ele o julgamento divino. O recado desta vez era muito mais forte do que os anteriores.  I Reis 21.19b,20, 23

“Então, Acabe disse a Elias: Já me achaste, ó inimigo meu?

Ele respondeu: Achei-te; porque te vendeste para fazeres o que é mau perante o Senhor. Eu trarei ruína sobre ti, expulsarei a tua posteridade e exterminarei de Israel todo homem, escravo ou livre, pertencente a Acabe....

E o recado ainda acrescentava que “no lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão também o teu próprio sangue.”

E para a senhora Jezabel, ele também tinha um recadinho de Deus...

Os cães devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel”.

O que poderia acontecer agora com Elias? Para sua surpresa, ele vê que, finalmente, a ficha caiu para Acabe. A sua reação foi surpreendente... Acabe reconheceu seu pecado e se humilhou perante o verdadeiro Deus. Sua pena foi  diminuída – ele não veria toda a desgraça que se abateria sobre a sua família.

Esta foi mais uma lição de Deus para Elias sobre a sua misericórdia.  E Elias viveu para ver o fim de Acabe.

5) O ANÚNCIO DO JULGAMENTO DO FILHO DE ACABE

A sucessão do reino de Israel ficou com seu filho, Acazias, que também fez o que era mau aos olhos do Senhor.

Outra vez, é Elias que é chamado para dar o veredito. Aqui de novo, Elias tem o privilégio de ver Deus agindo extraordinariamente enviando fogo do céu para consumir dois grupos de cinquenta soldados enviados pelo rei para levar Elias até ele. Elias foi com o terceiro grupo e lá repetiu o veredito de Deus.

“Assim diz o Senhor: Por que mandaste mensageiros consultar Baal –Zebube, deus de Ecrom? Por acaso não há Deus em Israel, para consultares a sua palavra? Portanto desta cama em que deitaste não sairás, mas certamente morrerás.”  II Reis 1.16

6) A UNÇÃO DE JEÚ

Elias já havia sido levado quando Jeú foi ungido como rei. Neste caso, já é a segunda geração de profetas que conclui a missão. Eliseu envia um de seus alunos para ungir a Jeú rei de Israel (II Reis 9.1-3)

7) O CARRO DE FOGO

 

A manifestação do poder de Deus através do fogo no ministério de Elias foi algo marcante. E é num carro de fogo que ele é levado para junto do seu Senhor.

Agora vejam bem, no capítulo 2 de II Reis nós encontramos outra maravilha de Deus. No dia do arrebatamento de Elias, lemos que havia seguidores dos profetas em Betel (v. 3) e em  Jericó (v.5) indicando como ele  havia se envolvido na formação de novos obreiros.

III.  QUE LIÇÕES PODEMOS APREENDER DESTE RELATO BÍBLICO?

1. QUE NOSSOS DIAS NÃO SÃO MUITO DIFERENTES DOS DIAS DE ELIAS.

1) nossas lideranças têm entrado num estado de decadência moral e espiritual sem precedentes, afrontando nosso Deus.  

2) O povo de Deus tem facilmente se esquecido das alianças e votos e compromissos  que têm feito com Deus.

3) Os locais de adoração ao Senhor têm sido, muitas vezes substituídos por altares de adoração aos deuses dessa geração.

4) Os profetas que declaram fidelidade ao Senhor têm sido maltratados ou silenciados.

5) e temos nos perguntando muitas vezes, onde está a multidão dos santos que têm se preparado para a boa obra? Há falta de líderes idôneos e comprometidos com a obra.

Santificados por e para Deus e sentados em nossas assembléias solenes, muitas vezes estamos nós da mesma maneira que Elias, numa caverna, desiludidos e decepcionados com os resultados estranhamente confusos de nossos ministérios e dos comportamentos de nossa liderança.

Meus queridos irmãos, se temos essa consciência, então vamos cumprir o nosso papel como líderes que inspiram outros líderes pelo exemplo.

  1. QUE DEUS CONTINUA FAZENDO A MESMA PERGUNTA A CADA UM DE NÓS

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

Esta pergunta é um chamado de Deus para reflexão e ação.  

O que está acontecendo em nossa vida que nos trouxe aqui? Aonde estamos, de fato?

Meus queridos irmãos, a clareza da nossa resposta a esta pergunta determinará a efetividade das nossas ações no Reino de Deus.

  1. DEUS ESTÁ NOS CHAMANDO À SANTIFICAÇÃO

Elias foi um homem “sujeito às mesmas paixões que nós”, mas ele optou por se separar da iniqüidade que o rodeava e se manter santo diante de Deus. Poderíamos dizer que Elias andou com Deus e Deus para si o tomou. Que mensagem de encorajamento para qualquer pessoa que hoje se sente como Elias, numa caverna.

Ele não se contaminou com o que estava acontecendo entre o povo de Deus e nem deixou de proclamar o julgamento de Deus sobre a desobediência do povo. 

Temos falado muito  de santificação, mas a nossa ênfase tem sido a separação com  o pecado. Isto é necessário, mais se concluímos aí o processo que acabamos num terreno vazio – na “terra de ninguém”.                                       

Há alguns anos, fiz uma viagem de carro da Geórgia para a Armênia (na Ásia Central). Os irmãos da Geórgia me levaria até á fronteira e os irmãos da Armênia estaria me esperando do outro lado. Quando cheguei no local, passei no posto de saída da Geórgia,  e de repente, me vi arrastando a mala numa estrada de terra até o posto de entrada da Armênia . Estava na “terra de ninguém”. Já havia saído do território da Geórgia e não tinha ainda  permissão para entrar na Armênia. Foi um momento estranho!!!

O pecado é o impedimento para nos achegarmos a Deus. Portanto para que haja santificação é necessária uma limpeza sim, a retirada do pecado. I Coríntios 6.11 – “Alguns de vós éreis assim. Mas fostes lavados, santificados e justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Mas isto não é tudo. O homem puro, não é necessariamente santo. Santidade tem a ver também com a proximidade com Deus, com o conformar-se diariamente à sua imagem e semelhança.

 Jesus disse: “E por eles me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.” João 17.19

Há alguns anos passados, o indiano K. P. Yohannan escreveu um livro que se tornou um bestseller da obra missionária com milhões de cópias vendidas no mundo, Revolução no Mundo Missionário. Enquanto estudava num seminário e pastoreava uma igreja nos Estados Unidos, ele teve a visão de uma obra missionária multiplicadora de discípulos para a sua terra, criando a organização, Evangelho para Ásia em 1979 que hoje atende a 11 nações do continente asiático.

Neste livro, ele relata que quando ele teve a visão deste ministério pela primeira vez começou a entender que o alvo de todo trabalho missionário é o “aperfeiçoamento” dos santos como discípulos santificados e comprometidos com a obra.” (p. 55).

A análise que ele faz sobre a causa da fome  pode nos esclarecer sobre esta questão da santificação.

 O que causa a fome? Os cristãos asiáticos sabem que estas condições horríveis são apenas sintomas do problema real – escravidão espiritual. O fator chave – e o mais negligenciado é como seu sistema de crença afeta a produção de alimento. A maioria das pessoas sabem sobre as “vacas sagradas” que andam livremente, comendo toneladas de grãos enquanto as pessoas ao redor morrem de fome. Mas um culpado menos conhecido e mais sinistro é outro animal protegido pelo sistema religioso – o rato.

De acordo com aqueles que crêem em reencarnação, o rato deve ser protegido como um recipiente para uma alma reencarnada na sua jornada na ladeira da evolução espiritual para o Nirvana. Apesar de muitos asiáticos rejeitarem isso e procurarem matar ratos, os esforços de exterminação têm sido frustrados pelo grito religioso.

 Para se ter idéia do volume deste sintoma, uma colheita na Índia pode produizr um total de 134 toneladas de grãos. Desses, 20% e comido pelos ratos, ou seja 26.8 toneladas. Os efeitos devastadores dos ratos na Índia deveriam torná-los um objeto de desprezo. No entanto, por causa da cegueira espiritual do povo, o rato é protegido em alguns lugares, como um templo a 30 milhas ao sul de Bikaner no norte da índia, e até adorados.

 E ele conclui, “apesar dos programas sociais massivos, o problema de fome, população e pobreza continua a crescer. O culpado real não é o povo, ou falta de recursos naturais ou um sistema de governo. É cegueira espiritual. Isso frustra qualquer esforço para o progresso... A mais importante reforma social que pode acontecer na Ásia é o Evangelho de Jesus Cristo.” (Yohannan, 140-142)

 Santificação é o esvaziamento do pecado, sim. Mas é também o enchimento da obra do Espírito Santo na busca de uma vida com Deus.

 MEUS QUERIDOS IRMÃOS, que reformas estamos produzindo na vida do povo de Deus?Que impedimentos temos em nossas vidas que precisamos deixar para vivermos vidas santas? O que está atraindo nosso coração para longe de Deus? Vamos confessar! Vamos pedir o perdão do nosso Deus! Vamos nos santificar!

 4.  DEUS ESTÁ NOS CHAMANDO PARA UMA REAFIRMAÇÃO DA NOSSA FÉ

 Nestes últimos dias, fomos bombardeados com a mídia exaltando a vida dos reis – Michael Jackson, rei do pop – Roberto Carlos, o rei da música romântica. O mundo e o Brasil respectivamente se curvaram diante desses personagens acreditando em suas capacidades de terem produzido mudanças e moldado gerações.

Irmãos, o que o Rei Jesus poderá fazer nesta geração com servos santificados e aperfeiçoados para toda boa obra?

Há dois anos, chegou à minhas mãos um livro com o título O Homem do Céu de Irmão Yun. Em abril deste ano, a Profa. Tilda chegou um dia na minha sala com a notícia de que o homem do céu estava no Brasil. Eu fui para conhecê-lo.

 Eis um de seus depoimentos do seu livro Águas que Transformam:

 “Em 1982, as igrejas domésticas na província de Henan decidiram enviar uma equipe de dezessete evangelistas para a província Sichuam, na porção oriental da China... No primeiro mês, Deus realizou coisas maravilhosas, e evidências de um avivamento começaram a despontar. As autoridades locais ficaram furiosas ao descobrirem que o evangelho estava sendo proclamado naquela região e começaram um intenso combate aos cristãos. Treze evangelistas forma presos, brutalmente espancados e mandados de volta a Henan.

Um desses evangelistas, o Irmão Wang, conseguiu escapar. Ele voltou rapidamente para Henan, advertiu os líderes das igrejas a respeito das prisões e informou sobre os espancamentos que cada membro da equipe havia recebido. Muitos estavam com ossos quebrados. Um grupo de cinco cristãos foi até a estação de trem para receber os evangelistas feridos de volta ao lar, mas acabaram sendo presos e torturados na delegacia de polícia. Eles receberam pancadas na cabeça e ficaram com hematomas por todo o corpo. Os policiais os amarraram e o sujeitaram a abusos com o os terríveis cassetetes elétricos...

Quando os crentes de Henan ficaram sabendo que tantos evangelistas havia sido presos e severamente espancados, imediatamente muitos se ofereceram como voluntários para ir a Sichuam no lugar de seus irmãos em Cristo. Esses evangelistas substitutos também foram presos e enviados de volta a Henan com o corpo coberto de sangue e hematomas.

A resposta da igreja foi enviar ainda mais obreiros. Por, fim, após muito sofrimento, obtiveram uma vitória espiritual e muitas pessoas se converteram em Sichuam. O avivamento brotou em várias áreas, e hoje existem dezenas de milhares de cristãos onde antes não havia nenhum.”                                              (Irmão Yun, Águas que Transformam, 180-181).

 Quando Deus intervêm, as circunstâncias mudam.

Quando o homem crê e obedece, a missão se amplia.

Precisamos ser líderes que assumimos diante do povo uma atitude de fé e confiança no Deus que cremos aceitando desafios de denunciar o pecado, afirmar o perdão e promover mudanças duradouras em nosso meio. Vamos afirmar a nossa fé neste momento. Saia da caverna, faça o que o Senhor está ordenando.

Vamos orar!

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